domingo, 24 de fevereiro de 2008

COLEGAS PROFESSORES e EDUCADORES!

O MovimentoProfessoresRevoltados conta já com MILHARES DE APOIANTES e seguidores.
Estamos a ganhar uma força e uma responsabilidade que não imaginávamos ser possível pois a nossa classe sempre se considerou desunida. Mas...

DESTA VEZ ESTAMOS UNIDOS!

REENVIEM
para TODOS
os vossos contactos de professores os endereços do E-MAIL (movimentoprofessoresrevoltados@gmail.com) e do BLOG (http://movimentoprofessoresrevoltados.blogspot.com) com o propósito de mobilizar TODO O CORPO DOCENTE para as iniciativas que nos propomos desenvolver.


ENVIEM-NOS OS VOSSOS CONTACTOS
(Nome/E-mail/Localidade) PARA:

movimentoprofessoresrevoltados@gmail.com

VAMOS LUTAR!
DIA 8 de MARÇO VAMOS TODOS PARA LISBOA
Organizem-se e juntem-se a nós para mostrarmos que o nosso poder de reivindicação não se limita nem depende apenas dos sindicatos!

61 comentários:

Ana C. disse...

Colegas, estive na reunião das Caldas e estarei com certeza dia 8 na manifestação.
Utilizo este espaço para fazer uma sugestão:estou a pensar dinamizar uma tomada de posição conjunta na minha escola, seja como posição do departamento a que pertenço (Língua Portuguesa), seja dos professores da escola que o desejarem assinar, independentemente do departamento curricular. Há algum "modelo" que possamos utilizar? Porque tenho lido tantos pareceres e tomadas de posição que se torna difícil fazer algo original quando a ideia é comum a todos. Seria de pensar se a Associação não pode criar um modelo a ser usado por quem quisesse. Tornava a posição mais rapidamente generalizada às escolas que ainda não o fizeram. Quanto a mim, há mais algumas escolas às quais eu poderia levar também o documento já feito e penso que todos nós temos "redes" de conhecimentos que permitiriam alargar cda vez mais o protesto...

Obrigada pelo trabaho que têm vindo a desenvolver e , como professora e como encarregada de educação, FORÇA para continuarem a gerir esta onda de vozes e indignações, mas também esta enorme vontade de salvar o ensino público!

Ana Mendes da Silva, professora de Português na Escola Secundária da Amadora

Anónimo disse...

Para discutir este e outros assuntos visitem o fórum da Sala dos Professores em www.saladosprofessores.com
Contamos já com mais de 11.000 membros registados! Juntem-se a nós!

Pedro Nunes disse...

A manifestação foi um sucesso, espero que se multipliquem as manifestações, fora da esfera sindical e que consigam contagiar todas as cidades deste país.
Um abraço,
Pedro Nunes
(Professor)

Anónimo disse...

não gostei de ver este movimento dizer mal dos sindicatos, só quem não sabe as dificuldades com que estes se debateram pode assumir uma posição destas. Mas parece que este problema está ultrapassado e cada vez estamos mais unidos. Ainda bem que vamos todos a Lisboa no dia 8. Lá estaremos numa grande manifestação, com a elevação que o momento exige.

Ricardo Silva disse...

Ana c,

Podes visitar o blogue do núcleo de Sintra da Associação no seguinte endereço: http://defendeaprofissao.wordpress.com/
Aí encontrarás a proposta que foi apresentada e aprovada em todos os departamentos, na última 4ª feira, na escola D. Carlos I, em Sintra. Se tiveres alguma dificuldade entra em contacto connosco.

Cumprimentos

A VERDADE ACIMA DE TUDO disse...

Passa já a palavra!!! Estamos de Luto pela Educação

Se és professor, educador ou te identificas com a causa defendida por esta classe de trabalhadores:

Coloca uma bandeira preta na janela da tua casa (pode ser pano de forro preto, leve para voar e sinalizar), como sinal de solidariedade e de união.
Passa a palavra por msg, sms, jornais locais ou até nacionais e também na blogosfera,
Não te esqueças…
Passa a palavra

Anónimo disse...

É com muita tristeza que ao visualizar o programa "Prós e Contras" constatei que este movimento não possuí argumentos válidos (ou não os soube expor) para apresentar à sociedade. Penso que será legítima cada classe defender os seus direitos, (reconhecendo-se como "suspeitos" para quem dessa classe não faz parte) como a democracia assim o determina, seja directa ou indirectamente. Neste caso, e face a representação feita no já referido programa, aconselho, se me é permitido, a que todos os professores que pretendam ver as suas reivindicações ouvidas atribuam a pessoas com alta capacidade de dialogo e "educação" essa responsabilidade, pois a triste figura que este movimento transpareceu somente favorece uma maior decribilização dos válidos e meritórios professores portugueses. Para fazer dos professores gentes que caminham somente na busca de mais regalias e facilidades já chegam os dirigentes sindicais, assumam o governo como um patrão privado e simplesmente trabalhem. Tenho dito

Anónimo disse...

Olhem. Abram um blog na comunidade de blogs do Sol. Terá mais impacto a nível nacional.

O link é este:
http://sol.sapo.pt/blogs

Beijos

Ana disse...

Olhem. Abram um blog na comunidade de blogs do Sol. Terá muito mais impacto a nível nacional.
Façam isso por favor...

O link é este:
http://sol.sapo.pt/blogs

Ana
(Uma professora)

Ana disse...

Ao contrário do Anónimo, considero que fizeram boa figura no programa "Prós e Contras".

Só foi pena não poderem falar mais.
E ainda continuo a achar que era boa ideia abrirem um blog no SOL.


http://sol.sapo.pt/blogs

Ana
(Uma professora revoltada)

Apache disse...

Passei pelo vosso blogue, para deixar o meu voto de solidariedade para com o colega que representou o movimento no debate “Prós e Contras”. O colega, ainda muito jovem e certamente inexperiente nestas intervenções de muita visibilidade, controlou bem o nervosismo e com serenidade colocou o dedo na ferida. A maior vitória dele foi a Sr.ª moderadora (do regime) lhe ter cortado a palavra, impedindo que fizesse mais estragos. É certo que se perdeu a hipótese de concretizar quando falou do facilitismo, devia ter falado da quase inexistência de reprovações nos primeiros anos de escolaridade por “sugestão” legal; das melhorias nas notas de exame, nalgumas disciplinas do secundário, devido a sucessivos exames de menor grau de dificuldade; da avaliação dos professores passar a depender das classificações atribuídas aos alunos, etc. Mas a inexperiência tem destas coisas e há que destacar a coragem evidenciada.
Um reparo negativo para a “questão” do inspector – quem não é contra nós é a nosso favor – não entreguem nomes à ministra, ganharíamos inimigos na IGE, onde são poucos os que alinham pela cassete do ministério.
No geral, não creio que tenhamos ganho a opinião pública, mas ganhámos seguramente a união de mais alguns colegas e também maior objectividade dos sindicatos, e isso também se ficou a dever a movimentos como o vosso.
Para esta gentinha do ME pode ter sido o princípio do fim. Parabéns!

Rika disse...

Apache... Seguramente ganharam a minha união com este debate. Desconhecia a existência deste movimento, mas certamente que agora o acompanharei de perto! Sou um professor como tantos outros que este ano ainda não encontrou colocação e que teve de meter as mãos à obra para poder sobreviver. Ser-me-á muito difícil ir a Lisboa dia 8 mas farei tudo o que estiver e não estiver ao meu alcance para lá marcar presença. Se o conseguir levarei sempre mais um comigo! Espero que todos tentemos fazer isto! Já agora uma sugestão... Aquelas t-shirts negras... Por que não passarmos todos a dar aulas com aquelas t-shirts vestidas?
O sol nem sempre brilha mas existe! Eu acredito que com o nosso sopro constante e persistente conseguiremos afastar a pior das nuvens negras!!!

Anónimo disse...

Blogues escondidos não dão em nada.

Abram um blogue nos blogue do semanário SOL.
Lá terá muita mais gente a ler.

http://sol.sapo.pt/Comunidade/

OF disse...

Ridículo, este movimento é completamente ridículo... é lamentável a pouca inteligência que impera em alguns dos docentes portugueses.
Orlando Figueiredo
Professor

Anónimo disse...

A intervenção do colega não foi muito feliz, nomeadamente sobre a referência ao inspector. Podia ter usado outros exemplos. A ministra soube marcar alguns pontos, pois já ganhou "calo" e, nestas coisas, é preciso saber confrontá-la com ideias claras.
Acho que não se pode generalizar comentários depreciativos a todo o Movimento.

Anónimo disse...

Outra coisa que acho não se deve fazer é criticar os sindicatos, generalizando. Nós precisamos do seua apoio, embora, por vezes, não estejamos satisfeitos com a sua acção. Não nos devemos pôr à margem.
Uma das melhores intervenções da noite foi de Mário Nogueira.

RS disse...

Eu vi ontem completamente ansioso para ver no que dava...e pareceu-me que o programa roçou o ridículo.

É completamente evidente a CEGUEIRA desta ministra e seus associados, que não querem ver o que é completamente evidente, a classe docente esta cada vez mais denegrida, deprimida e cansada de tanta autoridade.

Mas pareceu-me que o problema é mesmo cegueira, o que não posso deixar de dizer que é GRAVE!


A moderação foi muito má, repetiu-se temas que foram totalmente explorados (modelo de Gestão) e que foi usado para servir de Auto-elogio que tanto gosta este Governo, e não falaram pessoas que podiam colocar questões novas.
Por culpa da fraca moderação repito.

O MPR (a quem aplaudo a coragem e que colocou o dedo na ferida) foi considerado Bode Espíatorio e o Sr.º Arsénio considerado Mártir. Com todo o respeito por este Sr.º Prof. nunca concretizou as suas ideias.

É mais do mesmo. Os contratados nem sequer são mencionados, nós que vivemos um flagelo na nossa profissão que é silenciado e ignorado.


Ontem foi um triste dia...a Ministra mostrou mais do mesmo..não responde as questãoes.

Parabéns a Fenprof pela audácia os Sr. Professores e ao MPR e à Promova que estiveram lá, sacrificando seu tempo pessoal em prol dos direitos dos professores.

Mas os Contratados continuam sozinhos...

Dia 08 lá estarei...para refutar as afirmações levianas:

" nem todos os professores estão descontentes.."

Anónimo disse...

Não concordo a 100% com as mudanças que estão a ser implementadas pelo ME, mas não é com o MPR que será possível ter melhores escolas, bem pelo contrário.

Pelo que pude observar ontem nos Prós e Contras, são um conjunto de vaidosos que querem palco para se promoverem, reproduzindo os piores argumentos para estarem contra as mudanças.

Movimentos como este ou apelos sindicais "tradicionais", têm ajudado a cavar a sepultura dos professores e do ensino.

É à sombra destes revoltados que se escondem os maiores incompetentes do sistema educativos.

Continuem, são vocês a melhor garantia das reformas em curso!

Assina: Um Professor com mais de 20 anos de ensino que TODOS os dias trabalha para que os seus alunos tenham sucesso e continua a ver muita malandragem no ensino.

Pedro Nunes disse...

Que bela imagem que nós professores passamos aos nossos alunos com este tipo de comportamentos e representantes.
Pedro Nunes
Professor - Setúbal

RS disse...

Um Prof. que Assina: "... com mais de 20 anos de ensino que TODOS os dias trabalha para que os seus alunos tenham sucesso e continua a ver muita malandragem no ensino..."

E que assina em anónimo.(que belo exemplo de frontalidade)

Gostava de saber estivesse na minha condição de contratado desempregado falava desse modo.

Pois de barriga cheia todos falam...é suposto estarmos UNIDOS em prol de um universo de ensino melhor para professores e alunos.

- Um professor que não faz parte deste movimento mas que luta pelo direito JUSTO de ingresso na carreira.

GeoDiver disse...

Cordiais saudações.

Por favor, os vários anónimos que pelo menos assinem com algumas iniciais, porque senão, querendo responder a um anónimo específico, estamos a responder a todos os outros e torna-se complicado e caótico.

De facto, tentando ser imparcial, acho que ontem, foi o ME e a sua testa de ferro que ficou a ganhar. Todos nós sabemos que aquele programa é cheio de rasteiras e nem sempre a moderação faz um papel "isento".
Penso que devemos tirar daqui uma reflexão para não tornarmos a cair no mesmo erro.
Na minha opinião o tipo de discurso que ali se fez, era algo para ser discutido em "gabinete". Não nos podemos esquecer que a maior parte da população está completamente por fora do quotidiano das escolas. Faltou exemplos concretos para confrontar a ministra em público: por exemplo, quando ela elogiou as aulas de substituição era logo alguém confrontá-la com algo do tipo «imagine que a senhora (nem quero chamar-lhe colega9 vai dar uma aula de substituição e um aluno lhe pede melhor esclarecimentos sobre o ciclo de Krebs ...que diria esse aluno? Ou que lhe pediam para explicar melhor as diferenças entre uma colcheia, uma semi-colcheia, uma breve e uma semi-breve...que lhe dizia? ou como tirava dúvidas de latim a um aluno? Claro que a senhora não saberia responder...demonstrava que ela não saberia responder a coisas de biologia, música, latim, e isso é o que acontece à maioria dos docentes, apenas se sente mais preparado para a sua área de especialização, e quanto maior for o nível de ensino, mais essa dificuldade se coloca, e isso provava que esta treta das substituições, ao contrário do que ela consegue passar para o público, são uma fantochada sem pés e cabeça.

também se poderia confrontar a ministra com o que ela pensa sobre o docente que no final do ano "corre" os alunos todos com positiva (não interessa se ele aprendeu ou não) e que esse docente tem um "sucesso" de 100%...por outro lado, um outro doente, mais consciente, preocupa-se em que os alunos aprendam e, consciente disso, reprova os que não aprenderam, tendo um "sucesso" menor....Qual destes docente é considerado melhor professor? Aquele que se esforçou para que os alunos aprendessem, ou aquele que apenas os passou?

são exemplos deste tipo que a população precisa de ouvir, e que entende.

Há que passar para a população que o nosso papel fundamental é Ensinar, e é isso que nos deve preocupar como profissionais da educação.

Houve ali muitos "floreados" desnecessários.

mas enfim, é a minha opinião enquanto homem (ainda) Livre.

Um dos papéis dela é saber dar a volta... o nosso, é mais ensinar. Temos de ir treinando a capacidade de contra-argumentar na hora...
Aprendi que a melhor maneira de vergar o adversário é conhecê-lo bem e, principalmente, tentar usar os mesmos argumentos, pois assim, coloca-mo-lo em xeque1 Quando ela questionou o corajoso representante deste Movimento para que fornecesse nomes....dever-se-ia também pedir que ela fornecesse nomes, das escolas e Conselhos Executivos que, segundo ela, concordam com a maneira de actuar do ME. Já repararam que é sempre um chavão que ela usa? "...conheço muitas escolas que ......" Porque ninguém lhe pergunta quais? Estou certo que os colegas que leccionam nessas escolas cairiam em cima desses CE, a pedir explicações.

Não haja desânimos.... é a cair que se aprende a andar. É necessário aprender com os erros....costuma-se dizer "à segunda, só cai quem quer"


Ainda acho que aquela ideia de nos juntarmos nos "paços do concelho" de cada cidade é boa.... mostrará que é uma força de descontentamento que existe por todo o país, e não apenas uma coisa concentrada em locais "chave". Um concelho possui várias escolas, e ainda são um número razoável de professores...pelo menos uns 200. Ora 200 docentes no mesmo dia, à mesma hora, em sinal de protesto por todo o país, causará de certeza um impacto. Uma coisa simples, sem barulhos. Mas por favor, que não haja nesses encontros (caso se concretizem - eu por mim estou disposto a estar lá, esteja quem estiver) nenhuns cartazes nem palavras de ordem que façam transparecer à população que são forças políticas ou sindicais que nos estão a movimentar.... isso seria dar trunfos àquela gente lá de cima, que pelo seu supremo líder, já contaminou as mentes da população com esse "bichinho".

PSilva disse...

Absolutamente ridícula a vossa presença no Prós & Contras!!! Deram uma imagem lamentável do superficialismo e da falta de maturidade das vossas ideias e líderes.
Felizmente nem todos os professores são iguais a vós...

Helena disse...

É com tristeza que tenho que admitir que foi a sra. ministra que ganhou o debate. O facto é que nós, os professores, NUNCA somos chamados a intervir e falta-nos a prática! A senhora ministra tem resposta para tudo e domina na PERFEIÇÃO as técnicas de comunicação às massas. A maneira como nos exprimimos revela quão infatilizadas estão as nossas práticas lectivas. De tão habituados a falar de "uma certa maneira" para que os alunos nos entendam e prestem atenção, acabámos por perder a noção do que é falar no espaço público. Sempre rodeados de miúdos e adolescentes, adquirimos tiques deles. Li num estudo que os professores são adultos infantilizados. Viu-se!! Sugiro que em vez de manifestações de rua - que não comovem NINGUÉM - pensemos em nos reunir anualmente em congresso SÓ DE PROFESSORES, NADA DE ESPECIALISTAS(!?) com uma agenda própria, com intervenções seguidas de debates, para que aprendamos a estar, a conhecermo-nos, a prepararmo-nos, a esgrimir argumentos e a aprendermos, em conjunto, a intervir COM EFICÁCIA. Temos que criar uma IDENTIDADE. Há que não desanimar! Temos razão, mas temos que a saber exprimir.

Tonibler disse...

A ministra até foi boazinha com os professores e não disse aquilo que era o fundamental. E o fundamental é que a função da ministra é defender os interesses dos 9850000 portugueses que não são professores e não os interesses dos 150000 professores que, quanto piores são os resultados, mais protestam.

Disse, com razão, que está a defender a escola pública enquanto estes movimentos de professores continuam a achar que as oportunidades para a escola pública são infinitas. Vocês continuam a achar que o país aguenta por muito mais tempo um sistema educativo que vive refém de empregados que, ainda por cima, há milhares de fora à espera para susbstituí-los. A ministra continua a defender um sistema público de ensino que é, ele mesmo, fonte de desigualdade social só para manter as regalias de uns milhares de trabalhadores.

Eu sou da opinião que já vai tarde. Já deveria ter começado a negociar a cedência das escolas a quem as soubesse gerir e a decretar o despedimento colectivo para que as escolas contratassem quem bem entendessem. Ainda há quem não concorde comigo mas, graças a vocês, cada vez seremos mais e não sei se o próximo ministro não vai mesmo entregar as escolas de vez.

urze disse...

Quem ganhou o debate foram os docentes !

Os dirigentes das Fenprof e da FNE estiveram muito bem e os colegas dos movimentos também.

Vamos à luta que só assim ganharemos o futuro!

Ridiculos só a Ministra e o ''pai dos pais'' o sr. Albino ou seja o lambebotas do sistema

Anónimo disse...

Ontem deixei um primeiro comentário, e hoje é com relativa tranquilidade que constato que existem professores que possuem os chamados "dois palminhos de testa" e conseguem facilmente perceber que os moldes em que estes sindicatos que os "defendem" (ou assim o deveriam fazer) existem estão esgotados. A clara inclinação ao Partido Comunista, por parte destes sindicatos, acaba por não conseguir remarcar, de forma a que a nossa sociedade as compreendam e apoiem, as necessidades e revindicações dos professores.
Quanto a este (e perdoem-me) triste movimento, parece-se que a clara inexperiência política facilmente deixa transparecer que simplesmente pretendem, os seus dirigentes, deixar de leccionar para, se conseguirem (o que não me parece nada) ter um papel activo nesta negociação, passarem a ter um salário de sindicalista. Isto fica patente quando se verifica que já são discutidos nomes para uma tal associação que ainda nada demonstrou para sequer pensar em passar de movimento para associação. Deixem de dar uma imagem de simplesmente querer resolver problemas pessoais e financeiros, tratem de realizar propostas que, seguindo no caminho destas novas reformas (pois será inevitável uma cedência no que diz respeita aos vossos direitos) tente salvaguardar ao máximo os interesses dos professores.
Quanto ao facto de serem os professores (importantíssimos para o desenvolvimento e logo para o destino da nação) a estarem pior representados sindicalmente, pensem que existe muita gente a ganhar dinheiro com isso e a piorar a imagem e consequentemente a posição dos professores nas negociações. NÃO APOIEM GENTES QUE NÃO SÃO CONSTRUTIVOS MAS SIM DESTRUTIVOS, E DEIXEM DE DAR DE COMER A ESTE TIPO DE PROFESSOR QUE DIZENDO QUE NÃO TEM TEMPO PARA LECCIONAR E VIVER, TENTA VIVER AS CUSTAS DE QUEM TRABALHA, CUMPRE E VIVE.
Não se esqueçam também que a opinião pública não está a vosso favor, é por ai que se deve começar, descredibilizem os sindicatos, dizendo que estes não representam todos os professores, mas sim aqueles que estão nos quadros e estáveis, nunca vi a FENPROF a defender os contratados (pensem nisso).
Assino aqui pois não consigo efectuar outro tipo de comentário que não seja em anónimo,
Jorge Pinto
Estudante

Anónimo disse...

Parabéns a todos pela frontalidade do programa de ontém!!! Finalmente há gente que vai para a frente, sem medo, e diz o que tem a dizer. infelizmente ainda muito ficou por dizer e podia-se ter aproveitado algumas deixas, mas que foram cortadas pela apresentadora que está, visivelmente, a tentar tapar o sol com a peneira. Já não bastava a OUTRA!!!!
De qq forma foi o primeiro debate que gostei de ver. Infelizmente não pude ir à manif., mas espero estar no dia 8!!!! Força a todos!
M*

Rika disse...

Debate parcial em que uns tiveram todo o tempo que quiseram para falar e outros viram as suas ideias constantemente cortadas pela moderadora! Mas já foi melhor que no debate anterior em que parecia mais um Prós e Prós do que Prós e Contras! A sra moderadora, tal como o pai dos pais, tem algum assunto por resolver com os professores. Só assim se explica tanta parcialidade!!! Felizmente a colega que abriu o debate disse uma grande verdade para todo o Portugal ouvir: qualquer um pensa que pode ser ministro da educação. Haja coragem política para lá colocar alguém que esteja de facto por dentro do que é a escola, mas da verdadeira escola. Não daquelas escolas maravilha em que tudo é um mar de rosas!!!
Geodiver, tivesse a moderadora dado mais tempo a quem estava a colocar o dedo nas feridas e talvez surgissem as tais perguntas incómodas. Infelizmente, deu uma infinidade de tempo ao sr professor modelo que andou a divagar e divagar sem chegar a lado algum!
E sim, a escola hoje é um facilitismo pegado. Alunos a transitarem de ano com 4 e 5 negativas... Isto é o quê? Não sabe, não transita. Era tão simples, por que é que não pode voltar a ser? Ou serei só eu a pensar que quanto mais se baixa a exigência (e já acontece consecutivamente há anos) menos saberão os alunos? Mas o que importa são os números para a UE. Que os nossos alunos sejam inteligentes e dominem os conteúdos é pouco relevante. O que importa é que exista um papel a dizer que concluiram com sucesso a sua escolaridade... Ridículo!!! Mas percebo... Tal como acontece nos países menos desenvolvidos, quanto menos educação tiver a população (ainda que tenham o papelinho a dizer o contrário), mais fácil é o seu controlo!!!
É triste, desesperante, mas é o país que temos.
Mas a culpa é nossa que não nos unimos verdadeiramente. A força de uma equipa está na sua união e coesão!
Dia 8 lá estarei!!!

Anónimo disse...

Jorge Pinto?
Conhecidíssmo! quem é que não o conhece?
Haverá algum Jorge Pinto, ainda estudante, a trabalhar no ME?
Cuidado com as infiltrações dessa gente!
Coloca o teu BI, Morada, Grupo Sanguíneo, número de calçado, quantos cabelos, etc...
Querem tomar por parvos quem?
És um anónimo como outro qualquer com a diferença de que és ou parvo ou ingénuo.

Também Me Chamo Jorge Pinto
Também Sou Estudante Mas Não Me Consigo Formar

Anónimo disse...

Em resposta ao post anterior apenas posso expressar a minha indignação perante este exemplo de pura intolerância para com aqueles que, tal como eu, pensam de forma diferente... Felizmente que vivemos num país democrático,onde podemos exprimir o nosso ponto de vista, que apesar de divergente não deve ser considerado inútil ou ofensivo mas, pelo contrário, deve ser perspectivado como construtivo.
Para que conste , sou estudante universitário pela Universidade do Minho, curioso e participativo em todos os domínios da vida nacional (como acho que todos nós deveriamos ser, e não ser só activo quando nos vai faltar mais ou menos tostão no bolso) e não tenho qualquer tipo de interesse particular neste assunto nem muito menos possuo ligações à ministra( sou vitíma da caça as bruxas... quem diria). Tenho por hábito participar em vários blogs onde nunca me tinha sido realizado tal inteligente post. É disto que falo, prefiro "parvo" a "capitalista" denota alguma evolução.
Quanto à definição de blog, deixo para o meu carissímo homónimo a pesquisa no Google, pode ser que aprenda alguma coisa.
Pretendo voltar a ler os posts deste blog, mas nunca mais nele participarei activamente, não quero participar em "discussões" que não o são.
Depois de ver provado o meu ponto de vista, me despeço.

Jorge Pinto

Anónimo disse...

Caros colegas,

Foi com enorme tristeza que, ao assistir ao Prós e Contras de ontem, me apercebi que este movimento não se demarca dos nossos obsoletos sindicatos, dos seus fracos argumentos e oportunismo e, mais preocupante, da imagem negativa dos professores, que insistem em trespassar para a sociedade em geral.
É preciso pensar que nada disto é benéfico para os professores pois este discurso dos sindicatos (e, ao que parece, também deste movimento)denota simplesmente o oportunismo de uma classe, debatendo-se exclusivamente os interesses dos professores... raramente ouvimos nesse discurso a reivindicação dos interesses dos nossos alunos ou a preocupação pela melhoria das condições escolares.Este facto descredibiliza os professores junto da opinião pública e junto do ME,inviabilizando uma participação consciente e responsável dos professores no processo de mudança em curso na educação... uma vergonha, na minha opinião.
Este post vem assim no sentido de reafirmar (como já o fizeram outros colegas)que existem muitos professores que não se revêm neste tipo de postura.
PENSEM NISSO!

R.M
(professora contratada)

Anónimo disse...

Dixit
"O pagamento das aulas de substituição como horas extraordinárias só vem provar aquilo que a maioria dos professores são : parasitas demasiado bem pagos para aquilo que produzem.

É um insulto aos milhares que têm de sobreviver com 500, 600, 700 euros e trabalho a más horas e ainda são obrigados com os seus impostos a sustentar os privilégios destes mercenários da educação."

Anónimo disse...

Meus caros colegas, sem dúvida que quem vai à guerra arrisca-se a ficar ferido, aleijado ou ou até morrer. a guerra traz sempre consigo uma panóplia de mortos, feridos, desfalecidos, angustiados, frustrados... eu sei lá!..
O colega disparou o que pode naquele momento do tudo ou nada. Não o reprovo pela inexperi~encia em encontros da super liga das superestruturas que se alimentam das tripas e dos despojos da refrega. A moderadora estava ali a fazer o seu papel, qual colete antichoque da ministra. na ribalta do poder é preciso, por vezes, fazer sangue... foste um mártir, terás 100 virgens lá no tal céu... `tua espera...
BIN FRENTEN

GeoDiver disse...

Vivas.

vamos lá a ver uma coisa. Já o disse noutros posts que os sindicatos são necessários. O que faz falta e não existe (ainda) é alguma entidade que defenda o ENSINO. Essa entidade deveria ser o próprio ME, mas está à vista o que sucessivas experiências e métodos pseudo-técnico-pedagogos deram como resultado. Como essa entidade não existe, cabe a nós que somos (ou deveríamos ser) a elite de pensadores e críticos, fazer com que ela exista, e enquanto não surge, temos de nos unir para bem do ensino.

Costuma-se dizer que se conquista um homem pela barriga.

Ora bem, o nosso grande aliado devem ser todos os encarregados de educação. Mas, enquanto estivermos com um discurso de queixinhas e a expôr os nossos problemas, ninguém nos liga népias!!! O nosso discurso tem de ser sobre a Educação! E sobre as consequências para as crianças deste sistema educativo. Só assim, poderemos depois com calma, ir expondo que acabamos por ser uns fantoches duma coisa que não é mais do que burocracias e entreter crianças. Mas o que a maioria a população se interessa e a poderá preocupar, são as coisas relativas às crianças/jovens. Problemas, existem em todas as profissões e nestes tempos conturbados nem vale a pena falar dos nossos. Mas se apelarmos para o mal que isto vai provocar nas crianças/jovens, aí sim, temos quem nos ouça.

Quanto ao facilitismo.... é certo que o sistema subtilmente foi fazendo uma pressão invisível para que houvesse isso, mas sejamos realistas, eu já ando nisto à algum tempo - uns 20 anos -e sempre, mas sempre, que decidia as notas a dar e as passagens a efectuar, foram os Conselhos de Turma... e esses conselhos, são exclusivamente compostos por professores, e até hoje, também nunca vi nenhum colega apontar uma arma à cabeça de outro para que o forçasse a dar determinada nota. Isto é, se alguém facilitou as coisas, esse alguém tem nome: os professores.
Quantos de nós já assistiram a casos de professores, que para manter uma determinada posição de "bons professores" dão gratuitamente notas boas? Muitos de certeza. E quantos de nós já não assistiram a casos semelhantes de "colegas" que o faziam, só para não ter de justificar os tais 50% de negativas? Já agora a título de curiosidade, sabem quantas vezes justifiquei isso???? Muito poucas...só o fiz em escolas onde está preto no branco no Regulamento Interno, porque não existe nenhum despacho, nenhuma circular ou qualquer outro documento, que insinue ou obrigue os professores a justificarem absolutamente nada. E se há muito que o fazem, é por carneirada. Está visto porque nunca sou bem visto pelas escolas onde passo.... Mas quero eu dizer com isto que sempre procurei agir com ética e deotologia profissional, e que infelizmente, via colegas, passarem alunos sem saber bem porquê...claro que eles ficaram bem vistos e eu não. Mas os alunos foram passando...e a bola de neve aumentou... e para solucionar estas broncas, começaram a surgir os apoios...os CEF..e os PCA e o diabo a quatro...são tantos, que até parece que as escolas são só de NEE (onde também muito se abusou). E repito sem medo. Fomos nós que causamos este facilitismo! Nunca ninguém me obrigou a dar nota nenhuma, nem nunca vi ninguém ser obrigado a isso.

Mas que podia eu fazer? Que provas eu tinha para desmascarar estes colegas sem ética? Como provar que alguns diziam as perguntas dos testes aos alunos? Como provar que muitas das notas eram dadas para não terem chatices de preencher justificações, nem outras tretas para apoios e afins? Fui vendo, observando e habituei-me a engolir sapos.

MAS, esta avaliação é diferente!!! Nesta avaliação, que é imposta, só um ceguinho não vê que se está a forçar os professores a passar alunos: se houver sucesso(leia-se muitas passagens) és bom....se houver "insucesso" és mau e estás tramado. Antes, com o facilitismo feito de propósito por colegas, ninguém saía prejudicado (excepto os próprios alunos...), agora, só se formos parvinhos é que nos vamos prejudicar... e consequentemente, para não nos prejudicarmos, os alunos saírão das escolas cada vez menos preparados.

É por aqui, que devemos tentar atrair a população para o nosso lado...as escolas, com este modelo de avaliação, não estarão a preparar bem os alunos, por culpa do ME.

é duro de ler isto...mas é mesmo assim. Temos muita culpa também. Houve muitos colegas que criaram este monstro do facilitismo (sem crer é claro, e sem pensarem nas consequências perniciosas do seu egoísmo) mas que se tornou tão grande, que ficou praticamente incontrolável e quse como que uma instituição.


Tenho espernça.... nesta união, nos que não têm medo, nos que se preocupam a sério com o ENSINO e não exclusivamente com a carreira. Se eu quisesse apenas uma carreira, ou tinha ficado na tropa, ou apanhava um autocarro.... vim e estou no ensino, porque gosto de ensinar e desejo uma sociedade cada vez mais letrada, com gente que sabe pensar com a sua própria cabeça, e não uma população acéfala que faz o que os caciques dizem.

Nós somos os "construtores" de cidadãos! Por isso me considero uma elite! Muito mal vai a coisa, quando nós, não conseguimos exercer a cidadania.

Rika disse...

Plenamente de acordo! Mas as reformas que foram sendo feitas com a preocupação de mostrarmos números para europeu ver vieram, a meu ver, agravar muito a situação. Se os alunos já eram prejudicados, cada vez mais o ficam e sem dúvida que isso é o mais preocupante!
Felicito-o pela não justificação da elevada percentagem de negativas. É de quem tem coragem e não tem medo de encarar o touro pelos cornos. Nunca o tive de fazer porque lecciono há pouco tempo (este ano ainda não estou colocado), mas nunca concordei que fosse feito porque não tem lógica alguma e até aí se vê que se atribui a culpa ao professor!

Rika disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Os professores que lamentam e criticam a intervenção do jovem professor revoltado nos "Prós e Contras" não são professores na sua essência, são agentes de um sistema que lhes retirou o espírito de classe profissional ao longo dos últimos anos. Tenho mais de 30 anos de serviço e já tinha depositado as minhas armas... Também não me identifico com o "professor do ano" que não é sim nem não, é "nim" porque é a forma de agradarmos a gregos e troianos.. É de colegas com a coragem deste jovem REVOLTADO que precisamos.
Só um reparo...o facilitismo existe nas escolas para os alunos irresponsáveis, filhos de pais que se demitiram do seu papel de educadores, mas não existe para os alunos que querem aprender, sendo muitos destes, filhos de pais com valores... isto devia ter sido explicado, quando se abordou o facilitismo, para não darmos trunfos aos mal intencionados. Também deveria ter sido explicado que é por causa da pressão sobre os professores para que os "maus" tenham sucesso, que a qualidade do ensino diminui a passos largos. Nós descuramos os "bons" porque não nos dão nem tempo nem condições para trabalharmos com verdadeiro profissionalismo a sua aprendizagem. Por isso o "pai dos pais" se queixa do tempo que os pais gastam a estudar com os filhos...
Para finalizar, estou mais solidária com o movimento dos professores revoltados do que com os sindicatos e até sou sindicalizada. Obrigada por me terem devolvido as forças para voltar a lutar.
Luciana

Anónimo disse...

Fazem os elementos deste movimento as figuras tristes de ontem e ainda se admiram que os alunos não os respeitem...
Falem e portem-se com elevação como os elementos sindicais, os 2 professores em frente à ministra e o fantástico professor premiado de Aveiro. Já vocês pareciam miúdos mal comportados. Uma vergonha...

Anónimo disse...

Se a intenção do Min-Edu é complicar a vida dos professores e da escola, colocando professores contra professores, pois seria esse o resultado de todo o processo se se viesse a concretizar, pois a avaliação entre pares é inaceitável. A ser regra, teríamos então ministros a avaliar desempenho de ministros (com quotas), etc.

Vamos então, se o Min-Edu teimar nesta asneira, reivindicar o seguinte: já que titulares vão avaliar não titulares, os titulares devem reivindicar o direito de assistir às aulas que entenderem dos titulares para "aprenderem" a respeitar todos os infinitos parâmetros da grelha. Todos, sem excepção devem exigir esse direito e solicitar as planificações de aula dos colegas titulares para assim verificarem o que é um exemplo de planificação e preenchimento de requisitos da "grelha".

Vamos difundir esta ideia em força antes do dia 8, para mobilizarmos todos os professores e sociedade civil para esta aberração que querem impor na escola, fazendo-a implodir.

setora disse...

Naturalmente que a senhora ministra quando diz que estas medidas são para defender a escola, o ensino, a educação sabe que está a mentir. Está a querer reduzir custos.
Sabemos que muito coisas está mal nas escolas e que, também os professores, cercados por uma teia de hierarquias, têm responsabilidade pela não alteração das coisas.
Talvez todos estes ataques tenham um resultado positivo - que os professores que gostam do que fazem acordem, rompam a teia e deitem mãos à obra eliminando tudo o que os impede de realizarem bem o seu trabalho com e para os alunos.
Convido esses senhores que aí para cima comentaram e não são professores a virem passar um dia comigo na minha escola. Perceberão melhor do que estão a falar.

setora disse...

Errata:

Sabemos que muito está mal nas escolas e que...

daniel disse...

O debate correu mal para o nosso lados, quem viu o debate que não seja professor, ficou a pensar:

- vocês nao querem ser avaliados
- mercenários, o vosso problema é dinheiro

Podia ter sido melhor. E aquela do facilitismo!!! Por Favor!

Será que não percebem que os sistemas educativos com melhores resultados acentam na diferenciação pedagógica!

Os alunos são avaliados tendo em quanto o patamar em questão:

1.Os com muito bons niveis de aprendizagem
2.Os bons
3. Os razoaveis
4. Osa fracos

O Objectivo é dentro de cada nivel registar a evolução dos alunos. E assim são avaliados.

Claro que isto exige trabalho!
E quem não passou de aluno médio no seu percurso escolar, como é caso da maioria de nós, tem dificuldades em perceber.

Ana C. disse...

Ontem, no CE duma escola, a propósito do programa prós e contras, numa conversa ouvida sem intenção de o fazer.. As personagens são a "belinhóbelix", o "Kocó temos que fazer porque sou lambe botas" e "Kacá boa já apanhei um tacho e nem sei como...":

- Ah! e ontem? aquilo não dignificou nada os professores. Deixaram ficar muito mal vista a classe dos professores.(belinhóbelix)
- E já reparaste k só são professores do norte? Isto é estranho.(Káca já apanhei um tacho e nem sei como...)
- Não havia lá ninguém dos conselhos executivos. Esses é que sabem bem porque estão no terreno.(Kocó temos que fazer porque sou lambe botas)

"Palavras para quê? São professores portugueses contaminados pelo vírus da partidarite, do dogmatismo e...,acima de tudo, da estupidez."

Infelizmento para todos aqueles que se recusam a fechar as portas do cérebro " Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar...
Realmente, já dizia Pessoa que a inconsciência é o caminho para a felicidade...

Qualquer semelhança entre este texto e a realidade não é mera coincidência!!!

Anónimo disse...

Uma vez que estamos no rescaldo do "Prós e Prós", deixo o meu comentário:
1.- A professora que foi colocada no palco apenas mostrou que é capaz de falar "de mulher para mulher" com a ministra e que, tendo sobre esta a vantagem de saber o que é leccionar, está em perfeitas condições de a substituir, tanto mais que... é do PSD e a "alternância" está próxima. Enfim, mais do mesmo.
2.- Os figurões dos sindicatos preocuparam-se apenas em "marcar pontos" com supostas sentenças, para angariarem (ou não deixarem fugir) filiados. Foram tratados abaixo de cão pelo cão-de-fila da ministra (o "pai" albino) e nem pestanejaram. Enfim, assistiram impávidos e serenos às prepotências da "patroa" Fátima (Campos Ferreira) sem esboçarem qualquer protesto.
3.- Como foi possível aceitar que as muitas dezenas de professores presentes fossem proibidos de bater palmas? Como foi possível aceitar que se comportassem como obedientes alunos na sala de aula?
4.- Não há ninguém que desmascare o reaccionário "pai" Albino? Não há ninguém que esclareça que os alunos não são cãezinhos de supostos pais? Não há ninguém que promova a solidariedade (unidade) entre professores e alunos -professores/homens/mulheres de amanhã?
5.- É urgente uma alternativa aos sindicatos no poder, que são os responsáveis pela situação a que "isto" chegou. Mas é preciso, antes de mais, que os candidados a líderes se definam através de um programa (um manifesto) que mereça o claro apoio da generalidade dos professores.

Elisabete disse...

Em vez de criticarem o que alguns, melhor ou pior, querem fazer pela Educação e pelos Professores, era mais digno ajudar com o seu contributo.
Tento pensar que muitos deles nem professores são. Ou então são dos "baldas", sem dúvida os beneficiados com a confusão. Quando as coisas são claras e justas, não há buracos por onde possam esgueirar-se.
Defendo a união com os Sindicatos e com todos que queiram ajudar, mas reconheço que era necessário um movimento destes, até para abanar os Sindicatos.
Têm todo o meu apoio, contra o FACILITISMO e a falta de qualidade do ENSINO, baseado em teorias, na sua maior parte, sem aplicação prática.
E não enforquem o pobre do colega que foi ao "Contras". Para lidar com a camarilha dos "Prós" é preciso ser manhoso. Ainda bem que o colega conserva uma certa inocência. Isso é sinal de honestidade.
Mesmo aposentada, por já não aguentar mais tanta "maldade" e incompetência do ME, estou na vossa luta.
Podem contar com a
Elisabete Neves, do Porto

GeoDiver disse...

Meus caros colegas.

As críticas têm de ser feitas, e já o fizemos. Já todos aqui desabafamos sobre o assunto.
Os sindicatos fizeram (e bem) a função deles, que no caso concreto das aulas de substituição, se relacionavam com a parte laboral e de remuneração. Mas não basta. Há ainda a parte pedagógica da questão, que, repito, não tem nada a ver com os sindicatos, nem eles podem fazer nada em relação a isso, estão de mãos atadas. A parte pedagógica, diz-nos respeito. Se por um lado a ideia das aulas de substituição é boa, a sua execução é uma trapalhada sem pés nem cabeça e que não corresponde em nada ao que deveria ser...não é exequível!

Vamos a factos. Está a ser-nos imposto, mais uma vez, medidas que além de nos prejudicarem, em nada irão beneficiar a qualidade da Educação dos nossos filhos/alunos. O que fazer então? Vamos ficar de braços cruzados a criticar-nos? Vamos ficar à espera que o ME recue? Isso sabemos nós que não irá acontecer.
Vamos ficar à espera que os sindicatos (que afinal também somos todos nós) consigam actuar? Bem podemos esperar sentados, pois mais uma vez alerto que estas coisas didacticas e pedagógicas não são da sua área de intervenção.

Resta nós próprios! Somos nós que temos de actuar! Não podemos então deixar de nos manifestarmos, de exercer a nossa cidadania, de lutar por medidas que tenham como objectivo os nossos alunos, mas que não nos prejudiquem. Não nos deixemos intimidar com alguns casos isolados de tentativas de intimidação (tipo a PSP a pedir identificação) pois isso são apenas manobras que legalmente não levam a nada, e só pretendem meter medo.

Não podemos desistir e temos de ter argumentos e discurso que cheguem ao coração e entendimento dos Encarregados de Educação, da população em geral. A resolução destes problemas está unicamente nas nossas mãos. Façamos um esforço com um objectivo comum. Isso é a prioridade no momento.

elisabete ferradini disse...

Parabéns pela nova dinâmica de revolta dos professores... parece que agora não vão poder aplicar a velha máxima "Quem cala, consente". Temos uma nova voz - a vossa, que é também a nossa! Não se calem... Gritem bem alto para que aqueles senhores que estão nos seus gabinetes ( e que são pagos a peso de ouro para “pensar” na educação, que para eles é algo que se compra, vende, negoceia… Ah, se eles soubessem o quanto já demos… de GRAÇA!) possam ouvir, sem fingir que não ouvem, que somos insignificantes… Eu nasci pouco antes do 25 de Abril de 74. As minhas primeiras palavras não foram “mamã” ou “papá”… Foram: “O povo unido, jamais será vencido!” Os nossos pais e avós lutaram pelos seus direitos, correndo o risco de serem presos, ameaçados, torturados… venceram! … E nós vamos deitar por terra todas as vitórias deles? Vamos continuar a escudar-nos na ideia de que “Não adianta…”? Obrigada pela VOZ! Um abraço especial ao professor que falou no “Prós e Contras”… Como eu o entendo… não esteve mal, teve a coragem para dizer o que milhares pensam e que cobardemente escondem! … E, por favor, parem de falar dos outros países (para isso basta a totó da ministra!) Nós, PORTUGUESES, para o bem ou para o mal, somos únicos e inconfundíveis! E vamos prová-lo, porque o respeito não se exige, conquista-se!
Um abraço de Braga de
Elisabete Ferradini

Anónimo disse...

Ao que chegou a nossa classe. Agora é trocar sms para concentrações, panos nas janelas, roupa preta... santo deus... ao que chegámos.Bateu mesmo no fundo! Parecem o povo a lutar pelas urgências, seguindo a lógica da carneirada. Sinto-me, neste momento, envergonhado por pertencer a esta classe. Vamos mas é ler sobre o nosso metier para aprender a fazer melhor e ensinar. Isso é que faz falta a muita gente. E é para isso que nos pagam.
O estado paga-nos para ensinar os filhos (sejam eles como forem) dos EE que muitos professores abominam. Já reparam nisso?
Quanto a este movimento é o espelho de uma fatia de professores que apenas gosta de jogar umas bolas fora. Pois que de substância, nada...

Ahh. sou professor do quadro há 2 anos. Não dou o nome porque na nossa classe quem não segue a carneirada é quase comido vivo. Tem acontecido assim na minha escola.

daniel disse...

errata ao meu comentário:

"assentam"

"que estão"

daniel disse...

penúltimo comentador,

estou consigo e não tenho problemas em dar o nome.

GeoDiver disse...

Tens toda a razão caro anónimo com medo ...

Mas permite-me só uma pequena alteração. Seria mais correcto dizer que «O Estado deveria pagar-nos para Ensinar» pois é essa a nossa função.

O que é pena, além de não utilizares bem os tempos verbais, é ainda não te teres apercebido que não é isso que o Estado tem feito, nem é isso que nos espera...o que cada vez mais temos feito, é tomar conta de crianças, fazer funções de amanuense e, com esta nova imposição, passar alunos. Se ensinamos ou não, se eles aprendem ou não, isso será uma coisa secundária.


Abre os olhos.

RS disse...

Sinceramente..absurdo...

Então seguir a carneirada?São colegas como tu que envenenam e dividem a nossa classe. Tas contente né?

E tens a mania da perseguição?

Olha eu sou contrtado tenho a minha vida em stand by a quase 3 anos em prol de me realizar profissionalmente. Mas tu não sabes o que isso é, pois não?

És do quadro não é?

visiense disse...

Tenho que dizer uma coisa: olhando para os vários comentário que condenam este movimento, lembro que este movimento conseguiu conjugar milhares de professores, e digam o que disserem, quando estão a chamar ridículo a este movimento, estão a chamar o mesmo a todos aqueles que o integram. Segundo, há muitos professores que acham que por terem alguns colegas menos competentes, têm a mania que são os mais competentes do mundo, e que todos os outros, ou pelo menos, a maioria, integram o primeiro grupo... Só porque somos pessoas inteligentes e vemos que as últimas medidas têm claramente um objectivo financeiro, e não educativo, somos atacados? A grande maioria dos professores estão contra estas políticas. Serão a maioria dos professores malandrecos e burros?

Urze disse...

A noite de 26 de Fevereiro ficará na memória de muitos e muitas docentes que desfilaram pelas ruas de Coimbra!

As conversas centravam-se quase todas no ''ódio'' que esta ministra tem em relação aos profs.
Da ansiedade neurótica do ME em legislar punitivamente ... esquecendo-se que a Escola que ora existe foi construída por muitos de nós nos anos após Abril... transformando o ensino em educação, construindo no quotidiano a democracia ainda pintada com o vermelho dos cravos...
A noite... iluminada pela chama da luta que queira ou não queira a ministra não deixaremos apagar

Belmira disse...

Assim não venceremos! Já viram algum médico permitir que outro assista às suas consultas? Um juíz? Já viram algum médico dizer que o colega é mau? É Burro? Não sabe trabalhar?Só nos professores é que encontramos estas críticas a colegas. Aprendam com os outros e defamdam-se sempre. Só assim teremos hipóteses.

Anónimo disse...

Bem sei que há profes que, por razões que não invocam, entendem que o que o ME faz está bem.
Deixemo-los pensar o que quiserem (o país ainda é livre, quero crer), e concentremo-nos nos esforços para alterar esta política que enterrará seguramente a educação portuguesa.
Esses esforços consubstanciam-se em determinação, coragem, união, profissionalismo, honestidade.
Estou no ensino há 33 anos e sinceramente nunca vi a escola tão maltratada.

manuel m

Anónimo disse...

Olá a todos os Professores deste País!
Professores que se batem por uma causa justa, mas incompreendida pela maioria da população portuguesa, e também sem o apoio daqueles professores a que eu chamo "aves de arribação do ensino", ou seja aqueles que sendo professores porque ensinam, não o são porque têm outras profissões, a educação é só um extra. Esses não nos apoiam e mandam para aqui aqueles comentários que todos lemos. São uma minoria, mas que destilam veneno para a opinião pública.
Vamos ao que interessa, e o que nos interessa é a nossa dignidade profissional, o reconhecimento do desempenho dos professores na sua prática lectiva e não burocrática, porque cada vez mais o professor se transformou (transformaram-no) em burocrata à força de preencher tanto papel.
Caros colegas, sou professora há 30 anos, e para não faltar, para que os meus alunos não ficassem sem aulas, prejudiquei a minha saúde...
Saúdeéssa que ninguém me devolve, nem me agradece. No limite das minhas forças fui parar a um hospital e sujeita a uma intervençaõ cirurgica à coluna (da qual ainda estou a recuperar) neste tempo em que me encontro de junta médica, como sabem, estou sendo prejudicada em três frentes: subsídio de almoço, tempo de carreira e desconto de 1/6 do vencimento, depois de 30 dias.
Enfim, estas coisas não se sabe na opinião pública, pensam que o professor ganha mesmo estando a faltar, puro engano!

Esta luta é nossa, temos que a ganhar, é agora ou nunca! Juntos venceremos!

Bem hajam!

Solitária

Anónimo disse...

Uma manifestação ao Sábado... Os meus parabéns! Resta saber se vão aplicar o esquema para todas as outras que fizerem. Isto de se manifestarem ao sia de semana é uma óptima desculpa para se faltar ao trabalho.

Ana

Anónimo disse...

Por acaso as outras têm sido à semana, mas à noite! E por esse facto muitos professores não têm também podido manifestar-se porque estão a dar aulas!

Anónimo disse...

É assunto para análise sociológica o facto de tantas pessoas odiarem os professores. Para que conste, nós não estamos a fazer greve mas sim a manisfestar desacordo com (não sei se percebe a diferença) Gostaria de perguntar à Ana, se consegue indicar uma única greve feita fora dos dias úteis. Por acaso sabe o que é fazer greve? Por favor, descarregue as suas frustrações noutro sítio.

Anónimo disse...

Continuem, continuem para que todo o País possa confirmar aquilo de que já se suspeitava, a falta de nível a todos os títulos)dos professores que alinham (e só esses) nesta chuchadeira.
Com os elevados gastos na educação (em percentagem do PIB)e os péssimos resultados obtidos, querem que o desbarato prossiga.....um bocadinho, só um bocadinho, de bom senso não lhes ficava mal!