sábado, 8 de março de 2008

MARCHA DA INDIGNAÇÃO

Quem lá esteve, que comente!
Quem lá esteve, que diga pelas suas palavras o significado dos 100.000 professores (houve alguém que não percebeu...)!
Quem lá esteve, que diga que está disposto a continuar a lutar por aquilo em que acredita!

Quem lá esteve ... que tenha orgulho da posição que tomou!


43 comentários:

Anónimo disse...

É evidente que estivemos e vamos afixar num placard da sala de professores da Escola uma foto (dos incultos que nada percebem e que estiveram entre os 100 000) em tamanho A3 a dizer "Nós estivemos lá".

Questão /sugestão de actuação: teria funcionalidade manifestarmo-nos em frente às escolas, num dado dia bem definido e a uma dada hora a nível nacional?
É apenas uma ideia, porque o slogan "Não paramos, não paramos, não paramos" é para continuar.

Depois desta massa humana, não podemos mesmo parar ...

Surjam ideias e acertem-se estratégias (não gosto muito da ideia do luto, mas ...)

Joaquim

José Ferrão disse...

http://www.saladosprofessores.com/index.php?option=com_smf&Itemid=62&topic=12489.0#new

Tenho aqui uma proposta realista e concreta, acerca da avaliação dos professores, enquanto as negociações não andarem para a frente...

Anónimo disse...

Eu estive lá!!!! Eu senti a união dos professores deste país. Eu senti que juntos podemos vencer, desde que não baixemos os braços e continuamos, sem medo, a caminhar para a frente!!!!
Ponhos todos as vossas ideias de novas formas de luta em
http://www.saladosprofessores.com/forum/index.php/topic,12491.0.html

temos todos que dar a nossa opinião. Não vamos deixar arrefecre os ânimos! Continuar a luta!
M*

Anónimo disse...

Greve a uma sexta-feira no
3º período.Vamos por as escolas sem nenhum professor.

Anónimo disse...

Ouviram o Sócrates? Não é uma manifestaçãozeca que vai mudar a politica deles. Eles estão com a razão e nem pensar sair a Ministra.
M*

Jorge Aragão disse...

Eu estive lá ...E fiquei orgulhoso.
Eu vou continuar a luta.
Eles ficam loucos quando postos directamente em causa.
Não lhes vamos dar serenidade.
O movimento não pode parar. Há que continuar a sair para a rua, parar aulas por 5 - 10 minutos, sobretudo pedir aos Conselhos Executivos que empastelem o sistema. Trabalhar na avaliação mas ( muito ) devagar, entupir o ministério de chamadas a questionar com coisas ridiculas - não somos nós que não percebemos as mensagens da sinistra??? - enfim, uma série de coisas que com imaginação possamos fazer.
Mas parar ... nunca
E vir para a rua ... muitas vezes...As greves acho que já estão ultrapassadas.

nuno pacheco disse...

Eu também estive lá e sou testemunha da força de união dos professores de todo o portugal. Agora a NOSSA LUTA tem de continuar nas nossas escolas. Proponho que façamos pressão sobre os executivos e os pedagógicos para que este modelo de avaliação não avance. Temos de dizer a muitoas dos presidentes de executivos das nossas escolas que não temos medo dos processos disciplinares, das pressões e das tentativas de aterrorizar os professores. VAMOS RELEMBRAR A TODOS OS EXECUTIVOS QUE FOMOS NÓS QUE OS ELEGEMOS E QUE SOMOS NÓS QUE OS APOIAMOS E OS PODEMOS ARRANCAR DO PODER. É NECESSÁRIO QUE TODOS OS NOSSOS COLEGAS DOS EXECUTIVOS E DOS PEDAGÓGICOS PERCEBAM QUE ESTÃO LÁ PORQUE NÓS OS ELEGEMOS: NÓS É QUE LHES DEMOS LEGITIMIDADE E SOMOS NÓS QUE OS VAMOS CHAMAR Á RAZÃO, PARA QUE NÃO SEJAM MAIS PAPISTAS QUE O PAPA. FORÇA PROFESSORES DE PORTUGAL, NÃO PODEMOS BAIXAR OS BRAÇOS. AGORA É NAS ESCOLAS QUE DEVEMOS CONTINUAR A NOSSA LUTA.
PORTUGAL VIVEU DE NOVO A DEMOCRACIA A LIBERDADE NESTA NOSSA MANIFESTAÇÃO.
Nuno Pacheco, EB 2/3 de Ribeirão

Alfredo disse...

Eu também estive lá!
Foi impressionante o que lá aconteceu!
Não podemos parar agora!

Por mim vou colocar panos pretos nas janelas da minha escola e vou também colocá-los na janela de minha casa!

Acho que todos por esse país fora, que estão descontentes com este governo o deriam fazer. Professores ou não! Panos pretos à janela.

Tal como fizemos para apoiar a selecção portuguesa, deveríamos fazê-lo também, agora, para dar um cartão vermelho a este governo que está a destruir o capital social português.

Portugal não é só o deficit! Portugal não são números!
Portugal são crianças, são pessoas que sentem, que precisam de se sentir humanos e tratados como tal!
Basta de insensibilidade!
Basta de nos tratarem como capachos!
Basta!
Basta!
Basta!

Viva Portugal!

LM disse...

Também estive presente, vivi e senti a emoção da união, a felicidade de participar naquilo que acredito ter sido a maior demonstração da nossa indignação.
No regresso, apesar das palavras da Sinistra, não esmoreci, sentia o doce sabor da vitória, convicta que por trás da sua demente persistência escondia-se a amargura e a frustração, digo a humilhação de quem tanto ouviu ai, ai, ai, ai NÃO GOSTO DESTA MULHER….
Sei que a derrotamos e que esta, na tentativa de manter uma insistente e demente postura, prefere provocar e dizer vou ficar.
Para mim, já não existe, não lhe devo obediência, não me interessa o seu discurso, é triste e gélida a sinistra incompetente...
Deu me força para lutar, agora nem pensar em recuar!
Concordo contigo Nuno, é preciso actuar nas escolas perante atitude de certos executivos que preferem avançar, avançar… De facto devemos mostrar aos executivos sedentos de avaliação - os que já se sentem Directores que a escola é de todos não apenas de alguns, não é deles é nossa. Não haverá forma de processar todos os professores que em conjunto disserem NÃO, Basta de intimidação!
LM

LM disse...

Caros colegas
considero importante divulgar o texto que se segue, aqui o deixo.É com estes exemplos que devemos aprender que numa só voz é possível dizer NÃO.
LM


Assumir responsabilidades

Os professores do Departamento de Línguas e Literaturas, da Escola Secundária D. Maria II, Braga, na sua reunião ordinária de hoje, 5 de Março, abordaram, inevitavelmente, o modelo de avaliação que nos querem impor. Após demorada, participada e viva discussão, os respectivos professores decidiram redigir e aprovar o documento que, de seguida, transcrevo na íntegra, e em itálico.

. Atendendo a que, sem fundamento válido, se fracturou a carreira docente em duas: professores titulares e não titulares;
. Atendendo a que essa fractura se operou com base num processo arbitrário, gerando injustiças inqualificáveis;
.Atendendo a que os parâmetros desse concurso se circunscreveram, aleatória e arbitrariamente, aos últimos sete anos, deitando insanemente para o caixote do lixo carreiras e dedicações de vidas inteiras entregues à profissão;
. Atendendo a que, por via de tão injusto concurso, não se pode admitir, sem ofensa para todos, que seguiram em frente só os melhores, e que ficaram para trás os que eram piores;
. Atendendo a que esse concurso terá repercussões na aplicação do assim chamado modelo de avaliação, já que, em princípio, quem por essa via acedeu a titular será passível de ser nomeado coordenador e, logo, avaliador;
. Atendendo a que, por essa via, pode muito bem acontecer que o avaliador seja menos qualificado que o avaliado;
. Atendendo a que o modelo de avaliação é tecnicamente medíocre;
. Atendendo a que o modelo de avaliação é leviano nos prazos que impõe;
. Atendendo a que o modelo de avaliação contém critérios subjectivos;
. Atendendo a que há divergências jurídicas sérias relativas à legitimidade deste modelo;
. Atendendo a que o Conselho Executivo e os Coordenadores de Departamento foram democraticamente eleitos com base nas funções então definidas para esses órgãos;
. Atendendo a que este processo, a continuar, terá que ser desenvolvido pelos anunciados futuros Conselhos de Escola, Director escolhido por esse Conselho, e pelos Coordenadores nomeados;
. Nós, professores do Departamento de Línguas, da Escola Secundária D. Maria II, não reconhecemos legitimidade democrática a nenhum dos órgãos da escola para darem continuidade a um processo que extravasa as funções para as quais foram eleitos;
. Mais consideram que:
. Por uma questão de dignidade e de solidariedade profissional, devem, esses órgãos, suspender, de imediato, toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação;
. Caso desejem e insistam na aplicação de tão arbitrário modelo, devem assumir a quebra do vínculo democrático e de confiança entre eles próprios e quem os elegeu, tirando daí as consequências moralmente exigidas.

Notas:

1 – Dos 22 professores presentes, 21 votaram favoravelmente e 1 votou contra:
2 – Para além de darem conhecimento imediato deste documento aos órgãos, ainda democráticos, da escola, os professores decidiram dá-lo a conhecer a todos os colegas da escola;
3 – Decidiram também dar ao documento a maior divulgação pública possível, e enviá-lo directamente para outras escolas e colegas de outras escolas;
4 – Pede-se a todos os professores que nos ajudem na divulgação deste documento, e que o tomem como incentivo e apoio para outras tomadas de posição;
5 – Este documento ficou, obviamente, registado em acta, para que a senhora ministra não continue a dizer que nas escolas está tudo calmo, e que só se protesta na rua;
6 – A introdução e as notas são da minha exclusiva responsabilidade;
7 – Tomo a liberdade de agradecer com prazer aos professores da Escola Secundária D. Maria II, Braga, e principalmente às mulheres, as mais aguerridas, pelas posições firmes que têm assumido, e por rejeitarem qualquer outro lugar que não seja a linha da frente da luta pela dignidade docente. É um orgulho estar entre vós.

Postado por TempoBreve às 23:31-5 Março.

Joaquim disse...

Estive lá e ficaria com uma raiva maior do que a multidão que se juntou se não tivesse ido. Mas fui.
Agora, quanto à continuação da nossa luta, porque "NÃO PARAMOS, NÃO PARAMOS", sugiro que se colequem faixas negras nos postes de electricidade junto à entrada das escolas e, quem sabe, distribuir aos alunos à saida da escola "comunicados" que esclarecem os pais da nossa luta.
Será que os pais e EE (também sou pais e EE) já perceberam que enquanto andamos em volta da "avaliação do desempenho" não temos tempo para a nossa real função: ensinar alunos?

Por que não haver pequenas concentrações de professores nos locais onde os nossos ilustres governantes se deslocam. Já vimos que a desorientação se instala nos governantes quando são recebidos por professores. Sim, nós, aqueles que não percebem de nada, agora deram para perseguir os iluminados da nação ...
Por que não, os da zona norte fazerem uma concetração com mais de 5 mil professores na Av. do Aliados, no próximo sábado (15 de Março). Assim, mostraríamos que continuamos com a dinâmica do dia 8 de Março e que "Não paramos, não paramos".

Temos de continuar. Acalmar será perder o capital de intervenção que ganhamos até ao momento.

JM

Anónimo disse...

Olá a Todos!
Estive lá ontem, como vocês todos e acho que isto é o princípio do fim deste (des)governo. Fiquei emocionada (quem não ficou) com tanta gente, descendo a avenida da liberdade, ouvi incentivos e palmas, muitas palmas e vivas aos professores... Foi Lindo!!

Mas falando de avaliação, recebi um email de uma professora portuguesa que trabalha noutro país da europa, com um modelo de avaliação que nada tem a ver com este. Pelo que escreve, os professores são avaliados de 6 em 6 anos, com uma aula assistida por ano em que o objectivo é mudar de escalão. Ah! e no final da carreira, auferem 5.900,00 Euros.
Eesta hein!!
Se por acaso estiverem interessados posso deixar aqui o conteúdo do email, mas... não sei se este meio será fiável...

Saudações, bem hajam!

Solitária

Anónimo disse...

Eu também estive lá. Gostei da moldura humana descendo a Av. da Liberdade, desfilando e mostrando a todos o que lhes ía na alma, o descontentamento, pelo desprezo deste governo, relativamente às questões sociais, quer seja educação e saúde. Os Professores sentem como ninguem o desaparecimento da classe média, e a aparecer uma classe de elite cada vez mais poderosa e uma outra classe cada vez mais pobre. algo vai mal neste país.
É preciso continuar a lutar.
MC

Anónimo disse...

Questionaram-me, ontem, com a seguinte adivinha:

Qual a diferença entre José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues e José António Camacho.

Confrontados com a minha hesitação e a incapacidade de responder, deixaram cair sabiamente:
- O José António Camacho é inteligente e aprende. Sabe tomar decisões...

Anónimo disse...

Votaram neles, agora têm de os aturar. E todos nós, infelizmente.

Depois parece pelo discurso deles que a crise foi toda iniciada pelo PSD, quando durante o Guterrismo não fizeram nada para acautelar economicamente o futuro do pais aproveitando a boa conjuntura da altura, ao contrário do PSD que teve de governar após o 11 de Setembro.

E depois arrogante á a direita e o PS é que "dialoga".

Anónimo disse...

Não se deixe embalar pelos foguetes da comunicação social nem pelo espectáculo de rua… Os portugueses gostam de festas e, sobretudo, quando o autocarro é de graça e podem trazer toda a família para fazerem de profs.
Eu sou professora há quase 30 anos - o período de vida da nossa democracia. A Escola Pública encontra-se doente, quase em coma e tudo quanto os professores que gritam. pedem, é que fique como está… quer dizer, que morra, conquanto isso não lhes dê trabalho! Mas há os que pensam para além disso, há os que lutam para a melhoria da Escola Pública, o que não é possível sem AVALIAÇÃO. Avaliação das organizações e dos seus funcionários, logo, também, dos docentes. Mas é verdade, os profs querem ser avaliados, não querem «esta» avaliação!! Qual querem? Onde estão os erros? Nenhum dos meus colegas me diz. Eu, que tenho estudado de forma aprofundada estes temas, considero um modelo muito justo e equilibrado. Mas foram exactamente os colegas que marcaram presença na manif.(direito que lhes assiste)que não responderam a nenhuma das minhas perguntas orientadas para uma solução alternativa. E caso para desconfiar que nem a legislação chegaram a ler… vão… porque vão…
anna

Joaquim disse...

Cara anónima das 10:28.

Não lhe reconheço autoridade para questionar se li ou não li a legislação. Se pretender algum esclarecimento, agradeço que o solicite!!!
Por outro lado, não recebo lições de moral em relação à dedicação à Escola Pública de qualquer um/a!!!
Se calhar com os seus quase 30 anos de serviço, nunca foi submetida a uma avaliação externa para subir na carreira.
Eu só tenho vinte anos de serviço e já fui avaliado externamente para transitar para o ex-sétimo escalão.
Se pretende ser avaliada por este modelo, seja!!
A minha presença na Marcha tem fundamentalmente a ver com a trapalhada que esta ministra tem vindo a fazer ultimamente, nomeadamente, na diarreia legislativa que envia para as escolas e que depois tem de retirar porque não se pode aplicar. (Veja-se o estatuto 3/2008)
O mesmo acontece com este modelo de avaliação. Como é que se pretende avaliar os contratados relativamente ao ano lectivo 2007/08 e só no início de Março de 2008 se começam a definir os objectivos individuais. Para anedota, até tem piada. Para ser real, mais valia não acontecer.

Já agora, se calhar tem fontes que permitem responder à questão: Por que motivo os professores contratados têm de ser avaliados este ano? Porquê os contratados? Que implicações surgiriam se a avaliação se iniciasse, para todos, em 2008/09?

Cumprimentos e alguma modéstia não lhe ficava nada mal ...

Joaquim

Anónimo disse...

é necessário contactar os encarregados de educação, e as associações de estudantes e colocá-las devidamente informadas e mobilizdas.

Anónimo disse...

Possivelmente querem avaliar já os professores contratados para permitir, aos capazes e não a todos, o ingresso na efectividade em 2009.
Um movimento liderado por um dirigente partidário, Mário Nogueira, ao que parece membro do Comité Central do Partido Comunista Português, não tem para mim qualquer credibilidade, daí o que me parece ser uma constante intoxicação e manipulação de dados e factos, por esse senhor.
È como estar a contar com a isenção do Paulo Portas
Lutem mas não se deixem manipular e instrumentalizar.

Safira disse...

Caríssimos colegas

Antes de mais, os meus mais sinceros parabéns pela organizacão do vosso movimento. Já há bastante tempo que temia ver os professores em Portugal e os professores portugueses no estrangeiro perto de cair num marasmo inoperacional relativamente às prepotências, injustiças,ilegalidades, indecências, etc,etc,etc, do nosso Ministério da Educação. Estou satisfeitíssima por ver que tal não é verdade, pelo menos no que respeita aos docentes em Portugal.

Os professores portugueses no estrangeiro encontram-se, a meu ver, ainda num estado de inacção que me custa compreender, apesar de desde 1998 terem sidpenalizados de todos os modos possíveis pelo ME, a título de uma falaciosa e irreal "poupança.l

Sou, desde 1982, professora de Língua e Cultura Portuguesas no Estrangeiro, e pertenço ao QND da Escola B 2,3 Mestre Domingos Saraiva no Algueirão.

Tenho sido sempre activa sindicalmente,encontrando-me no momento na Direcção do SPCL (Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas).

Conheço bem os sistemas de ensino da Alemanha e da Suíça, os dois países em que trabalhei longos anos.

Por isso, envio-vos aqui várias informações sobre os docentes e o ensino nos dois países, informações estas que poderão usar do modo que vos for mais útil, e onde poderão ver que os professores mais explorados da Europa, são, sem sombra de dúvida, os docentes portugueses.



Alemanha

Avaliação dos docentes:

Têm, de 6 em 6 anos, uma aula ( 45 minutos) assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão.

Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as assistências e não existe mais nenhuma avaliação.

Não existe nada semelhante ao nosso professor titular. Sempre gostava de saber onde foi o ME buscar tal ideia. Existem, claro, quadros de escola.

Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.

As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal,nunca durante o período de férias. Sempre achei um pouco preverso os meninos irem de férias e os professores ficarem a fazer reuniões…

Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.

As escolas não são centros de recreio nem servem para "guardar" os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.

Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.

Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.

Total de dias de férias por ano lectivo : cerca de 80 ( pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)



Alunos

Claro que existem problemas de disciplina. Mas é inaudito os alunos , ou os pais dos mesmos, agredirem os professores. A agressão física de um professor por um aluno pode levar à expulsão do último.

Os trabalhos de casa existem e são para serem feitos. Absolutamente inconcebível que um encarregado de educação declare que o seu filho/filha não tem nada que fazer trabalhos de casa, como acontece, ao que sei, em Portugal.

É terminantemente proibido os alunos terem os telemóveis ligados e utilizarem-nos durante as aulas. As penas para tal são primeiro aviso aos pais, depois confiscação do telemóvel e por fim multa.





Suíça
Tal como na Alemanha, os professores só são assistidos durante o período de formação e para subida de escalão.

Durante os períodos de férias as escolas encontram-se, como na Alemanha, encerradas.

Os horários escolares são semelhantes aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, terminam cerca das 11.30.

No início das aulas os alunos cumprimentam o professor apertando-lhe a mão e despedem-se do mesmo modo. Claro que não há 28 ou 30 alunos numa classe, mas no máximo 22.

O telemóvel tem de estar desligado durante as aulas.

É dada grande importância aos trabalhos de casa. A não apresentação dos mesmos implica descida de nota final.

Total de dias de férias : cerca de 72 ( pode haver diferenças de cantão para cantão) .



Vencimentos



Só uma pequena comparação … na Suíça um professor do pré- primário no topo da carreira recebe 5.200 francos mensais líquidos ( cerca de 3.400 euros),mais ou menos o dobro do que vence um professor em Portugal no topo da carreira…..

Caras / Caros colegas:

Espero não ter abusado da vossa paciência com a minha exposição. Porém, acho que ficou claro que, se o ensino em Portugal se encontra em péssimo

estado, a culpa não é dos professores, mas sim de um ME vendido aos empresários, que tem como objective actual a quase extinção da escola pública, para que a mesma produza analfabetos funcionais, que trabalharão sem caixa médica e sem subsídio de férias , porque nem sabem o que isso é, e se souberem, não poderão reclamar porque não saberão escrever uma carta em termos…. Isto para não mencionar as massas que se entregarão à criminalidade, prostituição, etc.



Um grande abraço para todas /todos da colega



Teresa Soares

J P G disse...

Eu fui! Fazendo lembrar o slogan do Rock in Rio, podemos fazer autocolantes, t-shirts ou outros meios de propagação para assumir a nossa posição.

Relativamente à Marcha, o que mais me impressionou não foi a imensa multidão de manifestantes, mas as centenas de pessoas de todas as idades, que com os seus sorrisos e alguns cravos vermelhos mostravam orgulho nos professores portugueses e renovaram a esperança na Democracia.

Para que a Srª Ministra não tenha dúvidas, proponho uma manifestação de apoio à Srª Maria de Lurdes (desagravo), para ela poder contabilizar a dúzia de professores apoiantes que teria nessa iniciativa.

Concordam?

TsiWari disse...

Eu tb fui.

Parece-me - parecem-me sempre - abusivas as generalizações. Condenar a política educativa em vigor não é a mesma coisa que condenar os Conselhos Executivos.
É necessário saber direccionar as energias...

As medidas seguintes PRECISAM de ser inteligentes. Não podem ser precipitadas nem folclóricas.

Cumprimentos

Jorge Aragão disse...

Acho que andamos a colocar apenas o acento tónico na avaliação e a tampa saltou-nos não apenas por causa disso mas por todo um processo que vem já de muito longe e que este ministério agravou de uma maneira indecente.
Esta resposta firme devia ter sido dada já na altura da aprovação do estatuto. A mim até me preocupa mais a questão a gestão que o resto... Colocar a tónica na avaliação é também uma estratégia da lulu para nos colocar mal perante a opinião publica.
Entretanto, agora que chegamos até aqui temos de continuar a luta contra estes autistas e não baixar a guarda.

Ana disse...

FANYTÁSTICO! Eu estive presente e ainda bem que estive. Porque se tivesse ficado em casa, como os nossos (cerca de) 43000 colegas, teria enterrado a cabeça na areia de vergonha!
O dia 8 de Março de 2008 já é histórico, como o dia em que se realizou a maior manifestação/concentração de uma classe profissional.
Estamos de parabéns e agora não podemos parar.
Actualmente sou docente no Algarve e deparo-me diariamente com uma apatia assustadora entre colegas, por isso não posso ficar de braços cruzados. Pensei em colocar em exposição, na sala de professores, o meu espólio de fotos da marcha da indignação, mas logo me alertaram para algumas consequências decorrentes do meu acto. Sabem se eu não posso expor as fotos? Precisarei de pedir autorização ao CE? E em relação às faixas negras, também terei de pedir autorização. É que, assustadoramente, no meu caso o CE está a prosseguir com a avaliação e nem um colega do Conselho Executivo esteve na manifestação.
FORÇA COLEGAS... AFINAL A LUTA SÓ AGORA COMEÇOU

Anónimo disse...

Pois foi caros professores estiveram lá mas quem apareceu na televisão a discursar como se a obra fosse toda sua foi o dirigente da fenprof.Eu não sou professora mas dou-vos um conselho não deixem que a vossa luta sirva para satisfazer as ambições politicas de Mário Nogueira.

Anónimo disse...

Um movimento liderado por um dirigente partidário, Mário Nogueira, ao que parece membro do Comité Central do Partido Comunista Português, não tem para mim qualquer credibilidade, dado o que me parece ser uma constante intoxicação e manipulação de dados e factos, por esse senhor.
È como estar a contar com a isenção do Paulo Portas.
Lutem mas não se deixem manipular e instrumentalizar.

Anónimo disse...

Toda a população viu que eram só professores... tirando as pessoas que foram entrevistadas pelos vários canais de televisão que ou eram professores com reformas douradas ou familiares e outros que nem sabiam bem o motivo da manif...

Os professores estão mesmo a cair no ridículo.

Anónimo disse...

“Rui Tavares mistura várias coisas no mesmo saco no seu artigo de hoje no Público, entre elas: a) A avaliação dos méritos genéricos da escola pública; b) A avaliação da pedagogia dominante no nosso ensino; c) A avaliação do modelo de gestão escolar hoje vigente.

No fim, acusa a Ministra e o Governo de terem baralhado tudo: “Um discurso que nos diz que todo o ensino público está mal não é nem nunca será reformista.” Peço desculpa, mas a confusão é dele.

Deixo, porém, à Ministra o encargo de se defender a si mesma, e passo a explicar a minha opinião sobre o tema. Sinteticamente, porque tem que ser:

1. Avalio muito positivamente o desempenho global do ensino público após o 25 de Abril de 1974. Transformou o analfabetismo num fenómeno residual. Alargou drasticamente os anos de ensino obrigatório. Chegou a todo o país. Permitiu a milhões de jovens concluírem os seus estudos secundários e abriu as portas da universidade a centenas de milhares deles.

2. Repudio a retórica sobre o eduquês como uma catilinária reaccionária e ignorante que pretende fazer-nos recuar aos tempos anteriores a Coménio (o fundador da pedagogia moderna que os pobres críticos confundem com Rousseau).

3. Acredito que a escola pública tem condições para superar a sua actual crise de forma a continuar a assegurar a educação universal e gratuita primária e secundária a todos os que a ela queiram recorre.

4. Não tenho o menor desejo de polemizar sobre se as coisas teriam sido melhores ou piores se outro caminho tivesse sido seguido. Fizemos o que fizemos, e fizemo-lo genericamente bem.

5. Interessa-me exclusivamente discutir os problemas da escola pública de hoje e encontrar para eles as melhores soluções.

6. Não acredito que haja respostas definitivas para os problemas, válidas independentemente das épocas e das circunstâncias. Julgo, por isso, que certos arranjos que provaram ser adequados ou ao menos neutros no passado se encontram hoje obsoletos.

7. Tal como vejo as coisas, a escola pública tem hoje dois grandes desafios pela frente: a) o desafio da adaptação do conteúdo do ensino às necessidades da sociedade contemporânea; b) o desafio da gestão criteriosa dos recursos ao seu dispor.

8. O primeiro desafio é o mais difícil e exigente. Não falarei dele agora, excepto para dizer que as potencialidades da escola pública a esse nível só poderão ser libertadas se se resolver primeiro o segundo, dado que, sem isso, não teremos recursos para o fazer.

9. A escola pública é hoje um local de esbanjamento das capacidades dos professores e dos alunos. O sistema por ele responsável existe há muito tempo, mas só na última década se converteu num travão essencial ao progresso.

10. As escolas públicas têm sido geridas, perante a complacência do governo central, por uma aliança perversa entre a máquina burocrática da 5 de Outubro e os sindicatos dos professores.

11. Como tem sido observado por múltiplos comentadores, os professores presentemente não são avaliados nem prestam contas a ninguém. Esta situação insólita, sem par, ao que julgo, em qualquer país desenvolvido, tem que terminar. Este é que é o problema.

12. Tal como a pressão sobre o Ministério da Saúde atingiu o seu clímax quando se encontrava prestes a entrar em vigor o controlo dos horários dos médicos e a abertura de farmácias nos hospitais, os professores mobilizaram-se em massa para bloquearem o Ministério da Educação quando se aproxima o momento decisivo em que eles começarão a ser avaliados e em que entrará em vigor o novo regime de gestão das escolas.

13. Nestas condições, é ingénua a reivindicação do diálogo da Ministra com os professores, quando é claro que os sindicatos recusam qualquer forma de avaliação e temem perder o controlo sobre as gestão das escolas. Alguma vez propuseram outra coisa que não fosse a pura e simples manutenção do statu quo?

14. Soa-me estranha aos ouvidos a afirmação de que a reforma não pode ser feita contra os professores. Trata-se de uma constatação ou de uma ameaça? Porque, se, como parece, é uma ameaça, a resposta é muito simples: os professores que boicotarem a avaliação não serão promovidos e poderão eventualmente ser alvo de processos disciplinares.

15. Pretender o contrário é aceitar que a política educativa deve ser confiada ao soviete dos professores. Digo soviete para não dizer corporação, visto que esta palavra parece ferir muito certos ouvidos.

16. Sustento que a manifestação de sábado passado foi uma vitória de Pirro, pela simples razão de que nem o PCP, nem os sindicatos, nem os restantes partidos da oposição sabem o que fazer com ela? Semana de luto? Que tal semana da fome? Greve geral da função pública? E depois? É eleições antecipadas que pretendem? Para quê? Para serem derrotados nas urnas?

17. As mesmas pessoas que há semanas declaravam defunto o movimento sindical encontram-lhe agora insuspeitadas virtudes. Pois a verdade é que os sindicatos continuam, como sempre, amarrados à política suicida do PCP.

18. Já outros fizeram notar que o Governo continua a não depender de ninguém nesta matéria, desde que não se esqueça que o ensino existe para educar os alunos, não para empregar os professores, e desde que focalize as suas atenções no tema da gestão escolar, que é o nó da luta pelo poder que estamos a presenciar.

19. De modo que me parece que a pergunta do Rui - “Contentes, agora?” - deverá antes ser endereçada aos sindicatos e aos professores que com eles alinharam.”

Anónimo disse...

«[...] A segunda conclusão a retirar é que os professores portugueses não querem ser avaliados!!!

Alguns têm a autêntica lata de dizer que sim, que não têm qualquer receio ou problema em que o seu desempenho seja escrutinado.
Não querem, dizem, é ser avaliados com «este sistema» de avaliação.
Só que o pior, e o que os professores não dizem, é que «este sistema» de avaliação são todos os sistemas que não sejam... sistema nenhum! [...]

[O]s professores portugueses são contra as mais emblemáticas e significativas decisões desta ministra, que implementou aulas de substituição (que os professores querem ver pagas como horas extraordinárias, apesar de serem dadas dentro do seu horário normal de trabalho), que solucionou o sazonal caos da colocação dos professores, que diminuiu o abandono escolar e mandou regressar às escolas centenas de parasitas armados em sindicalistas, e que queriam ver o sistema de ensino determinado no comité central do Partido Comunista e na sede da Fenprof, e não no Ministério da Educação. [...]

Mas uma pergunta urge fazer:
* Se a ministra não tivesse tomado uma única medida e, tal como os seus antecessores, se tivesse limitado a mudar qualquer coisa para que tudo ficasse na mesma, se os professores continuassem, então a trabalhar 12 horas por semana, a terem um diazito extra de folga e a terem três meses de férias por ano, se os sindicatos continuassem a ter parasitas às centenas pagos pelo Estado, se bons e maus professores continuassem indistintos e isentos de qualquer avaliação;
* Se continuassem nas escolas milhares de imbecis que “foram para professores” porque não sabiam fazer mais nada, autênticas bestas que ano após ano criavam sucessivas gerações de alunos incompetentes, sem que ninguém os avaliasse e os pusesse simplesmente na rua e os mandasse lavar escadas, por indecente e má figura, [...]
* Se tudo isto se passasse sempre com a tradicional complacência pelo generalizado abandono e insucesso escolar e por uma iliteracia crescente dos alunos, ainda por cima confrontados com horários aberrantes para propiciar dias de folga aos professores,

Se tudo isto continuasse na mesma, pergunto então:
- Quantos professores, em nome então dos interesses dos alunos, se teriam manifestado ontem em Lisboa?... [...]»

RS disse...

Eu estive lá e estou orgulhoso!!

Rika disse...

Ao último anónimo... Vê-se mesmo que não sabe do que fala e que emprenha pelos ouvidos!!! Vem para aqui insultar tudo e todos sem ponta por onde se lhe pegue e nem sequer tem a coragem de se identificar! Ridículo!!! Não sei qual é a sua profissão nem estou interessado nisso, mas pelos vistos teve algum trauma com algum professor no seu passado. Será que ainda não percebeu que com estas medidas todas que têm sido tomadas quem é verdadeiramente prejudicado são os alunos? Mas se calhar é mesmo isto que este governo ditador quer: alunos menos educados, menos cultos, ao bom estilo de África para poderem ser mais facilmente controlados e explorados no futuro! Explique-me lá qual é a lógica de alunos transitarem de ano com 4 ou 5 negativas? Se isto não é facilitismo, não sei o que será! Mas sem dúvida que é uma "bela" forma de diminuir o insucesso e abandono escolar. Qual a lógica de um professor de português substituir o de biologia? Mesmo partindo do princípio que o professor sabe que vai faltar (não serão mais as faltas sem possível aviso prévio?) e deixa material para os alunos trabalharem, o que fará o professor de português quando os alunos lhe colocarem dúvidas? Basicamente estas aulas são para ocupar professores e alunos em actividades inúteis! Era preferível terem o furo, espairecerem e irem com a cabeça limpa para a aula seguinte. E já que fala em horário normal de trabalho, será que ainda não percebeu que o horário dos professores não é normal? 12 horitas por semana? Não me faça rir... ou chorar neste caso!!! Aqui fica provado inequivocamente de que fala do que não conhece minimamente! Basicamente o horário semanal na escola é o dobro desse e junte-lhe outro tanto de trabalho em casa, por vezes até altas horas da noite e muitas vezes aos fins de semana e feriados (no seu caso provavelmente se o fizer é pago a peso; no nosso, nem um cêntimo mais recebemos) e verá que um professor trabalha bem mais das 35 ou 40 horas semanais. Quer juntar-lhe a burocracia deste processo de avaliação? É só fazer as contas e ver quantas horas dá!!!
A colocação sazonal dos professores continua por resolver e, voltando a ESTE processo de avaliação, muitos professores correm o risco de não verem renovados os contratos quando conheceram já depois de "meio do jogo" quais os critérios pelos quais serão avaliados.
Fala em professores indistintos e sem qualquer avaliação. Pois bem, tanto quanto eu sei os professores sempre foram avaliados e sem as devidas formações contínuas não poderiam subir na carreira. Não é este modelo que vais diferenciar bons e maus professores, porque se é a percentagem de negativas dos meus alunos que diz que eu sou bom ou mau professor estamos mal; se é a taxa de abandono dos meus alunos que diz se sou bom ou mau professor (quantos e quantos casos de alunos que não querem abandonar a escola mas que são forçados a isso pelos pais para irem trabalhar?), estamos mal; se são pais de alunos que agridem professores e que dizem que os filhos fizeram muito bem e deviam ter feito pior que me vão avaliar, estamos mal; estamos mesmo muito mal!!!
Concordo quando fala em horários aberrantes! E penso que qualquer dos meus colegas concordará. Que saudades dos meus tempos de primária em que terminava as aulas às 15h30 e tinha tempo para estudar e brincar... que saudades dos tempos de 2º e 3º ciclos e secundário em que tinha 8 a 10 disciplinas, aulas de 50 minutos onde coseguia estar o tempo todo concentrado, vários intervalos para retemperar forças para as aulas seguintes... que saudades!!! Os professores são os primeiros a preocuparem-se com a falta de tempo dos alunos para viverem a sua infância e adolescência. Com aulas na primária até às 18h (pois, eu sei, dá muito jeitinho ao paizinhos!!!), com aulas de 90 minutos e menos intervalos (passados em filas para as senhas ou para o bar), com 15 disciplinas, com aulas de substituição inúteis, onde fica o tempo para eles? Não fica. Mas não fomos nós professores que pedimos isto!!!
A nossa luta não é contra a avaliação senhor anónimo, é contra a degradação contínua da educação dos nossos alunos, dos nossos filhos (sim, os professores também são pais) por parte de sucessivos (des)governos.
A educação deve ser dada em casa e os professores devem ser grandes aliados como co-educadores. Mas muitos e muitos pais têm vindo a abdicar dessa responsabilidade que é educar os filhos. Quem avalia os pais? O que se passa hoje é que os pais despejam os filhos na escola e esperam que sejam os professores a dar-lhes toda a educação! Felizmente, ainda temos alguns pais e alunos responsáveis! Mas agora pergunto, por que razão se equiparou agora faltas justificadas e injustificadas por parte dos meninos? Ao aluno apetece faltar, falta! O que lhe acontece, nada! Atinge o limite de faltas e o que lhe acontece por ser tão "aplicado"? O professor tem de fazer um exame para ele poder recuperar. Bela forma de responsabilizarmos os nossos alunos, hein? "Falta à vontade que não há problema: não és excluído (se não lá se vai a estatística para europeu ver) e aqui o stor faz um testezinho (que só demora umas quantas horas extra, não remuneradas, a elaborar e a corrigir!"
E o que dizer de professores como eu que estudaram quatro anos, tiveram as suas cadeiras de pedagogias, metodologias e didácticas, fizeram um estágio profissional, foram avaliados por isso, começaram a dar aulas como contratados alguns anos e agora, na possibilidade de entrarem para os quadros, se não passarem no exame já não servem como professores. Tem lógica, não tem?
E o concurso para professores titulares? Como se sentiria o senhor anónimo se visse VINTE anos de carreira deitados fora como a minha mãe viu? Perdoe-me a expressão, mas sentir-se-ia na merda!!!
Como vê, não é contra avaliação que estamos, nem sequer contra apenas esta avaliação, é muito mais que isso, é toda a burrada que tem sido feita por outros, mas também por esta ministra! E poderia continuar, mas penso que não é necessário!
E para que fique claro de uma vez por todas: estas manifestações (não só a de sábado passado) são dos professores! Não temos culpa que as televisões permitam a colagem política de sindicatos e partidos.

Alfredo disse...

Ora aqui está um artigo inteligente o do Rika e que mostra bem o sentimento dos professores. Poder-se-á dizer que a linguagem a determinado ponto não é a mais correcta, mas "cum catano!", é tempo de dizer basta! E a paciência esgota-se!
Estou totalmente de acordo contigo Rika, quando dizes "é toda a burrada que tem sido feita por outros,mas também por esta ministra!"; é que é mesmo uma "burrada" no seu duplo sentido: "burrada" de porcaria e "burrada" de burrice!

Pela minha parte e com respeito ao tão apregado horário de trabalho, o meu horário lectivo mesmo, é de 26,5 horas, das quais 25 são de aulas e 1,5h de explicações. (É agora também dou explicações gratuitas na minha escola) mais as 2h de reuniões que agora são em catadupa e demoram sempre mais e feitas ao princípio da noite até às 20h30, 21horas ou mesmo mais. Tirando ainda o atendimento a pais fico com cerca de 5 a 6 horas semanais para preparação de aulas.
Porque não me deixam praticar um horário "normal" de 7 horas diárias na escola e vir depois para casa como um trabalhador "normal" sem ter que pensar mais em problemas de escola? - preparação de aulas, correcção de fichas, avaliação de alunos, realização de relatórios, reflexão sobre estratégias a aplicar, etc, etc, etc...
É que nós como qualquer outro trabalhador "normal" também temos uma família "normal" com maridos ou esposas "normais" e filhos "normais" como os outros trabalhadores "normais" tal como o senhor ... anónimo.

Carlos disse...

Concordo em absoluto com o Sr. Alfredo.
E caso venha a ser colocado no próximo ano lectivo, uma das minhas exigências ao Conselho Executivo é a de me serem marcadas no horário as 35 horas semanais a cumprir integralmente na escola. Para além disso, exigirei também todo o material necessário para poder desempenhar as minhas funções. Desta forma, no final do dia de trabalho não me terei de preocupar em trazer trabalho para casa e utilizar os meus recursos para poder preparar as aulas do dia seguinte. E caso o tempo que me resta para a preparação das actividades lectivas não seja o suficiente, paciência, mas como qualquer bom funcionário público amanhã "poderei atendê-lo", pois hoje o meu horário já terminou!

Anónimo disse...

Fico triste quando leio as seguintes palavras de uma colega, deixadas neste blog:"Os portugueses gostam de festas e, sobretudo, quando o autocarro é de graça e podem trazer toda a família para fazerem de profs.(...) vão porque vão"
Serão mesmo palavras de uma colega, ou será a ministra "disfarçada"? É que se forem de uma colega é muito grave...deveria ter vergonha na cara por fazer afirmações "ao acaso" e em qualquer fundo de verdade/ investigação! Que mente preversa!Será uma colega que , ao fim de 30 anos de carreira, quer sentir um pouco de sabor de poder ao avaliar outros, antes de ir embora? Sinceramente...
SPV

Anónimo disse...

Ó Rika
Com os teus vastos conhecimento e cursos de pedagogia e trolaró não te apercebeste de que se tratava da transcrição de um artigo de um jornal de grande circulação?
Lê......cultiva-te.....

Anónimo disse...

Atenção a um bloger que anda pr aí! Auto-denomina-se Lobo Solitário, Gustavo ou Gustavo Alves. Não é o seu verdadeiro nome.
Tanto quanto sei chma-se António , estava vestido com calças de ganga, ténis "Spingfield" e blusão de ganga. Usa óculos e tem um sinal (a sua imagem de marca) no canto direito do lábio superior. Vive na zona Santarém-Cartaxo.
Foi considerado, na sua juventude ( anos 70 e 80 ), o "menino prodígio" da "Stasi" e do "KGB", e tem trabalhado para o Grémio da Rua Alexandre Herculano, em Lisboa.
Estava na hora e local, onde os autocarros de Viana estiveram retidos. tem um interesse particular nesta questão! Vai fazer tudo para complicar a vida de uma colega dessa zona.
Se aparecer por aqui, corram logo com ele.

nuno pacheco disse...

Atenção professores de portugal, ganhamos uma batalha mas não ganhamos a guerra. Temos de voltar a mostrar a nossa união e a nossa força. E volto a lembrar: É NAS NOSSAS ESCOLAS QUE DEVEMOS MOSTRAR A NOSSA FORÇA, A NOSSA UNIÃO. NÃO VIVAMOS À SOMBRA DA MANIF. DE 8 DE MARÇO. ESSA FOI UMA BATALHA GANHA, AGORA TEMOS A GUERRA, OU GUERRILHA, NAS ESCOLAS.NÃO PODEMOS PARAR, BAIXAR OS BRAÇOS... TEMOS QUE DEMONSTRAR A NOSSA FORÇA: TEMOS DE PARA ESTA AVALIAÇÃO. E ISTO COMEÇA NAS NOSSAS ESCOLAS.

Anónimo disse...

Cara anónima do dia 10 de Março das 10:28
Sou professora desde 1974, faça as contas para treinar o raciocínio, porque engoliu a cassette da ministra que quer à viva força passar a mensagem de que os professores não querem ser avaliados nem trabalhar. Alguma vez a ouviu dizer que os alunos têm que estudar e os pais têm que se responsabilizar pela educação dos filhos?
Se pretende ser avaliado pelo sucesso dos seus alunos ou pelo abandono escolar, presumo que dá aulas à elite e são os pais que pagam as explicações para os seus resultados brilhantes, e esses pais, claro que não permitem que o seu filho abandone a escola, porque querem doutores lá em casa.
Ou será que dá daquelas disciplinas nas quais é possível uma meta globalizante de 100% de sucesso e não leva turmas de testes para casa que demoram horas intermináveis a corrigir? Se for este o caso, fica-lhe muito mal chamar "malandro" a quem dá o seu melhor e fica incapacitado pela própria ministra de se dedicar aos alunos. Não lhe ficava melhor fazer a apologia da união tal como faz a maioria dos colegas do seu departanmento curricular? É por causa de "pseudo- colegas" como você, que não é possível implementar a medida de trabalhar 35 horas na escola e não levar a pasta para casa. Seria um alívio para os empenhados no sucesso educativo dos alunos!
Luciana

Rika disse...

Caro anónimo, tenho muita pena que tenha baixado o nível e entrado no campo dos insultos... mas cada um sabe de si!
1º - nunca disse que os meus conhecimentos eram mais ou menos vastos e muito menos falei em cursos de pedagogia. Se não sabe ler, eu repito: estudei durante 4 anos, durante os quais tive cadeiras de pedagogia, didáctica e metodologia; no 5º ano fiz estágio numa escola onde me foram atribuídas 2 turmas; depois de terminado o curso fui colocado em várias escolas. Será que assim percebe?
2º - Se transcreveu o texto de algum sítio deveria tê-lo indicado e indicado também o autor e o local de onde retirou a referida citação;
3º - tanto quanto sei, não sou obrigado a ler todos os jornais e todos os artigos que são publicados diariamente;
4º - pelos vistos o sr anónimo lê muito! Parabéns! Mas olhe que a cultura não depende da quantidade mas sim da qualidade do que se lê!!!

Anónimo disse...

Ó Rika
Vocês têm a psicose do insulto, não têm o mínimo sentido de humor.
A ministra faz-vos os maiores elogios, ouvi e vi nas televisões, e vocês sentem-se insultados....só pode ser de alguma má consciência que tenham!
Eu digo-te que tens vastos conhecimentos (não falei em cultura) e tu sentes-te insultado.
Afinal tens ou não tens formação em pedagogia?
Pareces o Mário Nogueira da Fenprof e, ao que parece, do Comité Central do Partido Comunista Português.
Lê....mas lê criticamente, para isso até tens uma inteligência acima da média, pois consegues alinhavar umas ideias!

Anónimo disse...

Ò Rika
Desculpa mas esqueci-me de te perguntar o que aconteceu à Senhora tua Mãe.
Despediram-na, baixaram-lhe o ordenado?
Com vinte anos de carreira e as progressões automáticas já deve estar no topo.
Suspenderam-lhe as progressões automáticas? Fora do ensino também não há progressões automáticas!
Ou pior que isso, tem conhecimento de algum colega incompetente ou pouco interessado (também os há no ensino como nas outras profissões)que esteja no mesmo escalão que ela?
EXPILICA....AO CHINÊS!!!!

Anónimo disse...

Continuem, continuem para que todo o País possa confirmar aquilo de que já se suspeitava, a falta de nível a todos os títulos)dos professores que alinham (e só esses) nesta chuchadeira.
Com os elevados gastos na educação (em percentagem do PIB)e os péssimos resultados obtidos, querem que o desbarato prossiga.....um bocadinho, só um bocadinho, de bom senso não lhes ficava mal!

Antonio-STR disse...

Já sabia que "Anónimo" era uma nome bastante popular em Portugal. Mais que um nome, é uma atitude quase nacional. São gente esforçada que faz um pouco de tudo, desde a intriga paroquiana até ao insulto pessoal. Quando der á luz um rapaz vou chamar-lhe "Anónimo" !
Há anónimos para tudo: para concordar, discordar, insultar...até há um para cada hora e dia da semana.
Um tem a paranóia do SIS, e descobriu um tal Gustavo, que coitado devia andar a dar milho aos pombos na área de serviço de Aveiras. Outros gostam de fazer o papel de apoiantes da politica governamental. Ás tantas é a mesma pessoa e sofre de esquizofrenia.
Abaixo os anónimos!